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A HISTÓRIA DO ARROZ

Cultivado supostamente há mais de 12 mil anos em certas regiões da Índia e da China, o arroz hoje faz parte integrante da vida de milhões de pessoas no mundo inteiro. Reservado quase exclusivamente para a alimentação humana, constitui a metade do regime alimentar de 2  bilhões de pessoas e entre 25% e 50% da dieta de outras  500 milhões.

 

O arroz é uma gramínea anual do gênero Oryza que cresce nos mais variados meios : de 50° de latitude norte a 40° de latitude sul, e em altitudes inferiores ao nível do mar ou superiores a 2.500 metros. Embora originalmente cultivado nas zonas quentes e úmidas dos trópicos como planta semi-aquática, adapta-se a uma ampla variedade de condições ambientais, das zonas áridas aos climas frios.

A questão do sabor é uma das razões para o surgimento de diferentes variedades dessa planta. Hoje, segundo publicações especializadas, existem cerca de 8.000 variedades de arroz – a grande maioria proveniente da espécie Oryza sativa – cultivada em mais de 110 países. Os cuidados exigidos para  o plantio ajudam a entender a lenta propagação do grão em outras partes do globo terrestre. No Japão e no Oriente Médio, acredita-se que ele tenha chegado entre 300 a.C. e 200 a.C. Em 2.500 a.C., os malaios filipinos construíram os primeiros terraços para plantar arroz.

 

Com o tempo , a Oryza sativa diferenciou-se em três subespécies : indica, japonica e javanica. A indica compreendia as variedades tropicais e subtropicais da Índia e da China ; a japonica , as variedades de grão curto e redondo do Japão, China e península coreana; e a javanica , as variedades bulu (com barba) e gundil (sem barba) cultivadas na Indonésia. O arroz de verão, ou seja , as variedades aus da Índia oriental e de Bangladesh e o arroz longo e paniculado, de grão espesso, da Indonésia, muito próximos das subespécies indica e japonica, pertencem a um tipo intermediário.



 

 

 

 

O ciclo do arroz

 
 


A série de gravuras chinesas do século XVIII, que ilustram  as etapas da produção de arroz: (1) após a inundação do arrozal, o esterroamento (arado) permite misturar as águas com a terra seca ao sol; (2) as plantas novas do viveiro são transplantadas para o arrozal ; (3) eleva-se o nível da água à medida que as plantas crescem; (4) amess ou colheita. Ceifa de arroz à foice ; (5) os feixes de arroz são amontoados em medas (vinte a trinta feixes formavam uma “meda”) para secagem de arroz na própria lavoura; (6) a debulha, era feita sobre ripas de bambu;



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Cultivo e consumo

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Centro produtor e exportador

Há controvérsias antigas sobre a origem do nome do arroz:  só se sabe com certeza que os gregos e os romanos chamavam-no de orysa, uma palavra que seria derivada do tamil (o idioma falado no Sri Lanka ou Ceilão) arisi, mas o que se sabe também é que um dos maiores centros de colheita e exportação deste cereal era antigamente a cidade de Orissa, na costa oriental da Índia, no Golgo de Bengala, onde existem, pântanos e lagos, favoráveis ao cultivo desta planta.  Orissa que resultou de orysa ou vice-versa?  Talvez jamais saberemos.

 

Resta, contudo, o fato que do Golfo de Bengala, na foz do rio Gange, com numeros braços e canais, uma incrível riqueza de águas favoráveis para o cultivo de arrozais, houve um tempo em que partiam caravanas levando sacos de arroz ao longo das planícies centrais indianas, dos planaltos afegãos e persas até a Mesopotâmia e, de lá, até o Mediterrâneo oriental.  Acredita-se que o mercado romano (mas também o grego) fosse interessante e vantajoso para os exportadores indianos, mesmo que os romanos apreciavam sobretudo as qualidades terapêuticas do arroz, e não as alimentares.

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Coube aos árabes difundir a cultura pelo mundo. O arroz cozido na manteiga clarificada era um dos pratos prediletos do profeta Maomé. Eles introduziram a cultura do arroz na Espanha e em Portugal. Os turcos levaram-no á Itália e à Áustria, e os malaios à África.

 

 



No Brasil foram os portugueses que o apresentaram aos habitantes da colônia. O Brasil foi o primeiro país da América a cultivar arroz começando na década de 1550, na Capitania de São Vicente, no litoral do atual estado de  São Paulo.



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